Movimentos sociais fazem ato em Cuiabá para lembrar o assassinato de Marielle

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14 março, 2019

Movimentos sociais e militantes de Cuiabá promovem  ato suprapartidário para cobrar respostas sobre os assassinatos da vereadora Marielle Franco (Psol-RJ)  e do motorista Anderson Gomes, que completa 1 ano nesta quinta  (14).

O ato denominado “Marielle vive! Vidas negras, indígenas e periféricas importam” ocorre amanhã, a partir das 16h, na Praça Alencastro, em Cuiabá.

No ato, também serão apresentadas  reivindicações  acerca de políticas públicas voltadas para negros, indígenas, pessoas de baixa renda, mulheres e   LGBTs.

Na convocação do ato, os organizadores afirmam que com assassinato de Marielle, tentaram calar a voz potente de uma mulher negra eleita que ecoava as vozes das periferias, LGBTs, do povo negro, das mulheres e todos os explorados e oprimidos.

“O que seus algozes não podiam esperar é que mesmo assassinada, ela não seria interrompida! Marielle se tornou semente de luta que germinou por todos os cantos do Brasil e do mundo”, diz trecho da convocação.

Além disso, afirma que o assassinato de Marielle denota que democracia brasileira retrocedeu porque revela  que há grupos políticos capazes de eliminar fisicamente seus oponentes, relembrando os tempos de ditadura militar.

“Pela radicalização da democracia, contra o protofascismo nascente neste século XXI, tomaremos as ruas dotadas de indignação e esperanças de construção dias melhores para clamar justiça por Marielle”, conclui.

Prisões

“O que seus algozes não podiam esperar é que mesmo assassinada, ela não seria interrompida! Marielle se tornou semente de luta que germinou por todos os cantos do Brasil e do mundo”

Ontem (12), policiais da Divisão de Homicídios e promotores do Ministério Público do Rio de Janeiro prenderam o policial militar reformado Ronnie Lessa, 48 anos, e o ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, de 46 anos. A força-tarefa afirma que eles são os autores dos assassinatos de Marielle e Anderson.

Segundo as investigações, Ronnie fez os disparos contra a vereadora e Élcio dirigiu o carro usado para levar o executor. Ronnie estaria no banco de trás do Cobalt.

A Operação Lume foi batizada em referência a uma praça no Centro do Rio, conhecida como Buraco do Lume, onde Marielle desenvolvia um projeto chamado Lume Feminista. No local, ela também costumava se reunir com outros defensores dos Direitos Humanos e integrantes do PSOL. Além de significar qualquer tipo de luz ou claridade, a palavra lume compõe a expressão 'trazer a lume', que significa trazer ao conhecimento público, vir à luz.

O sargento Lessa foi preso em casa. Ele mora no mesmo condomínio onde o presidente Jair Bolsonaro (PSL)  tem uma casa, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Os possivéis mandantes ainda não foram revelados. (Com informações do G1)

 

 

 

 


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